segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Relatos de um veranista

Tunas é paixão à primeira vista
Sempre de braços abertos te esperando
Logo que tu chegas, te conquista

Venha passar uma tarde
Um fim de semana
Uma temporada
Ou uma vida

Não importa quanto tempo
Mas o certo é que daqui saindo
Levarás no peito
Carimbado escrito:
“Um abraço das Tunas
Volte sempre, meu amigo!”

Não vou mentir
Dizendo que ir à praia no litoral não é bom
Mas sei eu, e sabes tu
Tunas dá de dez em um montão
Seja pela hospitalidade, pelas pessoas
Ou pela organização

A natureza nos foi generosa
E nós soubemos conservar
Água corrente à vontade
Areia branca para todo lado
Bastante sombra para refrescar
E também um bom peixe
Para quem quiser saborear

Quer pegar uma corzinha
Sol bem quente para bronzear
Sem contar o acesso
Muito fácil de chegar

Povo alegre e hospitaleiro
Sempre com sorriso estampado
Sem olhar para o teu dinheiro
Estejas na tua casa
Alugou para temporada
Ou, na tua barraca
Lá no camping, asseada

Tranquilidade para todo reino
Observe os animais
Buscam na Praia das Tunas
O convívio e a paz
Pássaro de cada espécie
O mais belo beija-flor
O sol é dele, do lagarto
E do cão, que antes bravo
Aqui virou pastor

Diversão para todo gosto
Não importa a idade
Berço de muito namoro
Vários casais aqui se formaram
E hoje trazem a prole
Às raízes que a geraram

Que beleza! Quanta festa!
Todas muito emocionantes
Futebol, vôlei, bocha…
Música para todo gosto
E para alimentar a alma
Temos Nossa Senhora dos Navegantes

Eita verão formidável!
Passei nas Tunas o Natal
Estava aqui na virada
E estarei no carnaval

— Que houve, vizinho?
Te vejo com a cabeça baixa
— Tô preocupado com a seca
Venho lá da ponte
Já começou a aparecer a faixa
Se continuar sem chover
Vai ser ruim para o meu guri
Todo dia levanta cedinho
Para mergulhar no Vacacaí

— Aonde vai, tia?
Parece meio aflita
— Que nada!
Tô indo pegar minha cadeira de praia
Vou ao palco ouvir música
E assistir ao show do Mulita

— Ô! Compadre
Chegue pra cá
Vamos tomar um chimarrão
Depois formaremos um trio
Para bater os "bons de bocha"
Lá da Associação
— Sinto, compadre
Mas dessa vez não serei fiel
Vou levantar acampamento, sem demora
Deu no rádio agora a pouco
Temporal em São Gabriel

Praia das Tunas
Não há chuva, seca ou inverno
Que de ti me afaste
Unistes o antigo ao moderno
Por isso, em meu coração
Teu sol vem sempre comigo
Ouço vozes me chamando:
"— Volte logo, meu amigo!"




Alex Dahlke
Outubro/2010

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